Ser maçom vai muito além de colocar um avental e adentrar o templo. Vai além de ser aprendiz, companheiro ou mestre, de galgar graus filosóficos até o 33. Costumo dizer que, antes de sermos, já éramos. Há homens que jamais foram iniciados e, ainda assim, trazem no íntimo a argamassa silenciosa da virtude. E há outros que ostentam os mais altos graus, mas parecem ainda tatear a própria pedra como se nunca tivessem começado a lapidação. Ser maçom é aprisionar as inclinações que degradam e edificar, no íntimo, a arquitetura da virtude. É avançar em si mesmo quando ninguém observa, disciplinar vontades quando não há testemunhas. Não bebemos sangue, não fazemos sacrifícios, não montamos em bodes, não ferimos princípios religiosos. Apenas buscamos nos lapidar para sermos melhores a cada dia. Não é a religião que se senta à mesa das reuniões, pois pouco importa o caminho escolhido pelo espírito. O que importa é reconhecer o Princípio Criador, o Grande Arquiteto do Universo, e aceitar que ...
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