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Mostrando postagens de fevereiro, 2026

Minhas composições

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Entre Ambas: O Som que Habita o Silêncio Sejam bem-vindos a este espaço de escuta e introspecção. Compartilho com vocês uma parte da minha jornada através destas composições autorais. “Entre Ambas” não é apenas um título, mas o lugar onde as notas musicais e as emoções se encontram. Cada uma dessas peças nasceu de um momento de silêncio, de uma imagem ou de uma saudade que só o piano poderia traduzir. Neste álbum, convido vocês a percorrerem caminhos sonoros distintos:

O segredo é tornar-se

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Ser maçom vai muito além de colocar um avental e adentrar o templo. Vai além de ser aprendiz, companheiro ou mestre, de galgar graus filosóficos até o 33. Costumo dizer que, antes de sermos, já éramos. Há homens que jamais foram iniciados e, ainda assim, trazem no íntimo a argamassa silenciosa da virtude. E há outros que ostentam os mais altos graus, mas parecem ainda tatear a própria pedra como se nunca tivessem começado a lapidação. Ser maçom é aprisionar as inclinações que degradam e edificar, no íntimo, a arquitetura da virtude. É avançar em si mesmo quando ninguém observa, disciplinar vontades quando não há testemunhas. Não bebemos sangue, não fazemos sacrifícios, não montamos em bodes, não ferimos princípios religiosos. Apenas buscamos nos lapidar para sermos melhores a cada dia. Não é a religião que se senta à mesa das reuniões, pois pouco importa o caminho escolhido pelo espírito. O que importa é reconhecer o Princípio Criador, o Grande Arquiteto do Universo, e aceitar que ...

Tempos de ausência

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Passei a vida ouvindo que o mal não vencerá o bem. Era dito como certeza. Quase como lei moral. Mas, se o mal não existe, se o que existe é ausência do bem, então o que vemos não é vitória do mal. É a expansão de um vazio. E o vazio tem crescido. Não em tragédias excepcionais. No cotidiano. Na pequena desonestidade que já não constrange. Na vantagem chamada de inteligência. Na incoerência que deixou de ser falha e virou método. O bem não foi derrotado de uma vez. Foi sendo abandonado em concessões. Concessões pequenas. Quase razoáveis. Quase normais. Quase aceitáveis. É no “quase” que ele se dissolve. Indignamo-nos com a corrupção que veste terno. Toleramos a que usa roupa comum. Condenamos o desvio distante. Justificamos o próximo. Chamamos de sistema o que, muitas vezes, é soma. A distorção que denunciamos em escala grande repetimos em escala pequena, com a mesma lógica e apenas menos zeros. Talvez a essência de muitos nunca tenha sido boa. Talvez ...